Acorde!
Pare de viver como um espectador da sua própria tragédia. É patético ver tantos pais de família, homens e mulheres adultos, caminhando pelas ruas como se estivessem em um conto de fadas, acreditando cegamente que o Estado (esse ente abstrato, lento e, na maior parte do tempo, ausente) estará lá para segurar a mão de quem eles amam no exato milissegundo em que um predador decidir que a vida deles não vale nada.
Você realmente acredita que a sua boa intenção ou o fato de você não mexer com ninguém são escudos contra a brutalidade? Isso não é inocência. É uma covardia disfarçada de civilidade. Você terceirizou a sua sobrevivência e a segurança dos seus filhos para quem não conhece o perfume deles, para quem não divide o seu café da manhã e para quem, francamente, não sentirá o peso da sua perda quando o crime bater à sua porta. Você é o responsável primário por quem está sob o seu teto. Se você falhar, não adianta chorar no velório ou culpar o governo. A culpa, crua e dolorosa, será sua por ter escolhido a inércia enquanto o perigo rondava.
A omissão é a ferramenta favorita do criminoso. Ele conta com o seu medo, ele conta com a sua falta de preparo e ele conta com a sua paralisia moral. Enquanto você discute teorias, ele treina a emboscada.
Mas saiba: existe solução. E ela começa no momento em que você decide parar de ser uma vítima em potencial e passa a ser um cidadão consciente e capaz. A solução é a responsabilidade técnica e mental.
Assumir o controle significa reconhecer que uma arma de fogo, legalmente adquirida, é uma ferramenta de dignidade, não um brinquedo para inflar seu ego. É um instrumento de última instância que, aliado a um treinamento sério, a uma mentalidade de combate e ao conhecimento técnico de defesa, devolve a você o direito fundamental de proteger o que é seu.
Não estou falando em buscar o confronto, mas de estar preparado para ele se ele o buscar. Estudar balística, dominar a empunhadura, entender o porte, praticar o tiro com excelência e estar apto ao atendimento pré-hospitalar tático é o mínimo que se espera de quem diz amar a própria família. Deixe a mediocridade para os que se contentam em ser presas. A verdadeira liberdade pertence àqueles que, tendo o meio e o preparo, possuem a coragem de garantir, com as próprias mãos, que a sua história, e a da sua família, não terminará por causa da covardia de um criminoso.
Saia do transe. Treine. Prepare-se. Assuma a sua responsabilidade. Acorde.

